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06/09/2017 Banco Central corta juros pela 8ª vez seguida e taxa cai para 8,25% ao ano




O Banco Central confirmou as expectativas do mercado e cortou em um ponto percentual a taxa básica de juros da economia brasileira, para 8,25% ao ano. Foi a oitava redução seguida da Selic, que está no menor patamar desde o início de julho de 2013.
A decisão foi por unanimidade. O ritmo de queda era esperado por 40 dos 42 economistas consultados pela agência internacional Bloomberg. Dois projetavam corte menor, de 0,75 ponto percentual (para 8,5%). No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) indicou que o cenário externo favorável e a inflação sob controle colaboram para o ciclo de corte de juros.
O BC sinalizou, porém, que vai reduzir o ritmo de corte da Selic na próxima reunião. "Além disso, nessas mesmas condições, o Comitê antevê encerramento gradual do ciclo." O Comitê ressaltou ainda que o processo de corte de juros seguirá dependendo da "evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação".

A redução ativou o gatilho que reduz o ganho da poupança, que passa a render 70% da Selic mais TR (taxa referencial). A inflação sob controle e a necessidade de reanimar a atividade econômica foram dois dos principais fatores que pesaram na decisão do BC de cortar os juros. Em agosto, o IPCA, a inflação oficial do país, subiu 0,19%, após alta de 0,24% no mês anterior. Nos 12 meses até agosto, o índice teve alta de 2,46%, a menor variação acumulada em 12 meses desde fevereiro de 1999 (2,24%).
Nesta quarta, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) já havia afirmado que a inflação baixa dava "flexibilidade" ao Banco Central para continuar com a política de redução da taxa básica de juros, a Selic. Ao cortar os juros, o Banco Central também busca reanimar a atividade econômica. No segundo trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) avançou 0,2% na comparação com os três meses anteriores. Os saques das contas inativas do FGTS e o encerramento do ciclo de demissões, antes do que previam os economistas, contribuíram para este cenário.
A expectativa de economistas consultados pelo Banco Central é que a taxa básica de juros termine o ano a 7,25%, em seu menor nível histórico. Já o PIB deve terminar 2017 com avanço de 0,5%. 
 
Fonte: Folha de S. Paulo 

Imagem: meramente ilustrativa


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Leonel Tinoco Netto
 consultor econômico e professor de economia na Universidade de São Caetano do Sul e no Centro Universitário da Fundação Santo André 


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