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Por Eduardo Zugaib
Números são racionais. Palavras e gestos, emocionais. Foi assim que aprendemos. Pelo menos é assim que boa parte de nós se relaciona com estes universos. Quando colocamos números em nossas vidas, passamos a ter não apenas desejos, mas objetivos. Ter metas quantificáveis é um bom motivador para a descoberta e exercício de nossas habilidades interpessoais, seja em equipe, seja lidando com nossos clientes.
O poder de um número gritando na mente é muito forte. Equipes inteligentes de vendas que o digam. Sua motivação começa na mobilização de seus conhecimentos, habilidades e atitudes na busca de um número, que é a meta. Quando conquistado ou, não raro, superado, ele retorna na forma de dois componentes motivacionais eficientes: o reconhecimento e a recompensa.
Atingir esse nirvana requer certo esforço da direção da empresa em criar ambientes favoráveis, tanto físicos quanto emocionais, para os colaboradores. A venda deve ser considerada algo muito mais rico do que o simples fechamento do pedido. A esfera de confiança, baseada nas experiências positivas de quem compra, forma esse ativo “invisível” da empresa, ajudando-a a fortalecer-se com seus clientes que, por sua vez, ajudam-na a abrir outras tantas portas. É a mágica do bom atendimento transformando-se em relacionamento e fidelização. São os números gerando emoção e atitudes, na sua melhor forma. Mas há outros universos: quando tiramos nosso primeiro dez ou nosso primeiro zero, certamente eles vieram acompanhados de uma emoção. A atitude que adotamos a partir daí ajudou a compor parte da sua história. Houve quem se superasse e quem se acomodasse frente ao dez. Houve quem se superasse e quem se derrotasse após um zero. Independente da história, os números estavam lá, fortalecendo crenças e modelos mentais de garra, arrojo, empreendedorismo e visão criativa.
Quem ainda não se convenceu de que os números possuem um alto componente emocional, imagine-se ganhando na Megasena. Para tanto, é preciso criar probabilidades reais, jogando ao menos um cartão por semana. A melhoria pessoal corre na mesma ordem, porém o prêmio é certo. Se em 100 dias tivermos como meta melhorar 1% ao dia, pelo acumulado atingimos a meta até mesmo antes do prazo. Faça a conta e comprove.


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