28/07/2010
Sustentabilidade
Pesquisa sobre sustentabilidade mostra que empresas estão preocupadas com o tema
Recente pesquisa realizada pelo L.O. Baptista Advogados, com 40 grandes empresas de diversos segmentos, indica que 72,5% das companhias pretendem implementar ao menos uma ferramenta para a gestão da sustentabilidade. Entre os instrumentos propostos, a norma de Responsabilidade Social ISO 26000 foi a preferida pelas empresas, recebendo 27,5% das respostas. A ISO 26000 é a primeira norma-padrão internacional de responsabilidade social e deve começar a valer no final de 2010. A nova norma estabelece diretrizes sobre responsabilidade social para todos os tipos de organização (empresas, incluindo micro, pequenas e médias; associações sem fins lucrativos; associações representativas e organizações governamentais). “Esse valor sugere a boa aceitação dessa norma, que será um guia sobre responsabilidade social para todos os tipos de organizações, com ou sem fins lucrativos. Podemos constatar que a sustentabilidade tem sido incorporada pelas empresas de modo cada vez mais constante e consistente”, comenta Eduardo Felipe Matias, sócio responsável pelo núcleo de Sustentabilidade do escritório.
Em segundo lugar, com 22,5%, as empresas pretendem adotar as certificações de gestão de responsabilidade social nos moldes da SA 8000, AA 1000, NBR 16.001 e, em terceiro (17,5%), algum indicador de sustentabilidade nos moldes dos do Instituto Ethos.
A pesquisa também mostra resultados sobre as relações de trabalho e se as companhias realizam ações sociais. Nas relações de trabalho, a responsabilidade social ainda se vincula à exigência legal. Maioria das empresas (85%) adota medidas exigidas por lei, como as políticas voltadas à saúde e à segurança de seus trabalhadores. No que se refere às práticas de responsabilidade social nas relações de trabalho, 67,5% oferecem cursos de capacitação e atualização profissional, o que é um dado positivo e representa um avanço em relação ao assunto. O resultado consta da recente pesquisa realizada pelo escritório L.O. Baptista Advogados, com 40 grandes empresas de diversos segmentos.
Por outro lado, apenas 30% afirmaram que permitem aos seus funcionários o acesso a informações da administração e sua participação em alguns tipos de deliberação da empresa. “Prática que não é legalmente exigida, mas que contribui para a responsabilidade social na governança da organização”, comenta Matias.
Quanto às ações sociais, a prática de doações de recursos valendo-se de leis de incentivos fiscais configura-se como a medida mais utilizada pelas empresas (52,5%). Outras 50% afirmam que atuam especificamente junto à comunidade onde estão instaladas, preocupando-se inclusive em criar canais de Comunicação e/ou contratar pessoas dessas localidades.
Outras 37,5% atuam por meio de institutos, associações ou fundação da própria empresa. Entretanto, 20% delas ainda não promovem ou desenvolvem nenhum tipo de ação de natureza social. “Os dados demonstram que, embora a atuação no Terceiro Setor tenha ganhado espaço nas empresas, esta pode ser incrementada”, conclui Matias.